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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Farra dos contratos sem licitação em Araioses. A desgraça de uns é a fartura de outros

Por Marcio Maranhão 
Os nervos estão à flor da pele, os números de suspeitos e contaminados no município crescem de forma assustadora e desproporcional em comparação a linha de contágio em outras cidades. 

O prefeito mora em outro estado da federação, isolado em uma mansão está alheio aos problemas da população que lhe confiou o voto, apostando em sua principal bandeira de campanha: a melhoria da saúde de Araioses. A secretária de saúde, fazendo coro a outras autoridades do primeiro escalão do governo, também em outra cidade, não reponde e não age. 

No meio de tudo isso, dezenas de profissionais; enfermeiros, técnicos, ACS’s e ACE’s estão em seus limites, unidos a uma população, totalmente abandonados e desprevenidos de uma catástrofe anunciada. 

Mas na desgraça de um povo, há quem chore e quem se aproveite para vender lenços para enxugar lágrimas. Nada contra quem estar atento às oportunidades de negócio, mas, fazer isso com dinheiro público e se aproveitando do desespero da sociedade é no mínimo suspeito e precisa ser investigado pelas autoridades competentes. 

A pandemia é uma realidade que precisa ser combatida com todas as armas. E os decretos de calamidade que suspendem a burocracia das ações governamentais, servem à urgência das ações que precisam serem feitas em socorro a população. 

Calamidade pública é sinônimo de pesadelo para governados, que em sua esmagadora maioria, não possuem nenhum outro socorro, se não o poder público. No entanto, para muitos governantes, as duas palavras são a senha para o ingresso no sonho da gastança sem limites nem restrições, sem contrapartidas nem cobranças, sem vigilâncias nem barreiras que obstruam outro surto de ladroagem impune. Ao saber que um pedaço do município foi castigado por uma desgraça de bom tamanho, prefeitos decretam o estado de calamidade pública, requisitam o dinheiro que nunca falta nem demora a chegar quando se trata de urgência urgentíssima e entra na farra dos contratos sem licitação. Em Araioses, inúmeros contratos sem licitação foram celebrados nesse período, sem falar em outros incontáveis aditivos suspeitos, para se dizer o mínimo da atuação de uma gestão que abandonou sua população e nada de eficiente propôs para o combate da pandemia.

VEJAM A QUANTIDADE DE CONTRATOS, APENAS ENTRE FINAL DE MARÇO E INICIO DE MAIO:




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