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quinta-feira, 5 de março de 2026

Segov fortalece assistência às mulheres e abastecimento de água com entregas em Presidente Dutra e Campestre do Maranhão

Segov fortalece assistência às mulheres e abastecimento de água com entregas em Presidente Dutra e Campestre do Maranhão2 - Foto: Divulgação.
Fortalecer a ampliação das políticas públicas voltadas às mulheres maranhenses e garantir a melhoria do abastecimento de água em todo o estado. Esses foram alguns dos objetivos centrais da agenda municipalista do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov), nos últimos dias.

No último fim de semana, a Segov garantiu uma série de investimentos para o município de Presidente Dutra, na região do Centro Maranhense. Para a cidade, foram entregues três Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água (SSAA) nos bairros Centrinho, Vila Militar e Vila Esperança.

Outro destaque foi a inauguração da Casa da Mulher Maranhense no município, que irá beneficiar centenas de mulheres, ofertando serviços de proteção, atendimento psicológico, assistência social, entre outros.

Já em Campestre do Maranhão, nesta quarta-feira (4), foram entregues dois SSAA, nos povoados Água Boa e Malícia.
“Somente no primeiro trimestre de 2026, concluímos importantes obras em todo o Maranhão, da educação ao lazer, da garantia de direitos à assistência às mulheres. Cidades como Presidente Dutra e Campestre do Maranhão integram nossa agenda municipalista, que busca atender e acelerar o desenvolvimento de todas as regiões do nosso estado”, afirmou o secretário da Segov, Márcio Machado.
Mais entregas
Nos próximos dias, a Segov realizará novas entregas em três municípios maranhenses: Anapurus, São Bernardo e Zé Doca. Entre os equipamentos que serão destinados às cidades, estão Restaurante Popular, Colégio Militar, Delegacia e Iema Pleno.

Afastamento de Neto: Oposição desconfia e situação dá sinais, “nesse angu tem caroço”

Imagens - cidades da net
Afastamento temporário do prefeito Neto Carvalho por um período de 45 dias, oficialmente justificado pela realização de uma cirurgia no pé, nos bastidores da política de Araioses continua levantando teorias conspiratórias. Embora o procedimento tenha sido apresentado como necessário, o passar dos dias e o andamento da administração, conferiu ao repentino afastamento ares de desconfiança por oposição e até por aliados do próprio governo municipal.

No meio político, a avaliação predominante é de que o afastamento parece desproporcional à natureza do problema informado. Cirurgias ortopédicas simples, em muitos casos, não impedem o exercício de funções administrativas, especialmente quando se trata de um cargo predominantemente burocrático, no qual grande parte das atividades pode ser realizada em gabinete.

Diante disso, surgiram interpretações de que o afastamento pode ter motivações políticas e estratégicas.

Desgaste político e pressão da opinião pública
Um dos pontos levantados nos bastidores é o atual cenário político experienciado por Neto e uma prefeitura retalhada por vereadores ambiciosos. A administração enfrenta forte desgaste junto à opinião pública, resultado de críticas frequentes sobre serviços públicos e suspeitas de irregularidades em diferentes secretarias.

Esse ambiente de pressão poderia explicar uma eventual estratégia de retirar temporariamente o prefeito do centro das críticas, reduzindo sua exposição em um momento considerado delicado para o governo municipal.

Transferência de responsabilidades
Outro elemento que alimenta as especulações é o fato de que, durante o período de afastamento, quem assume a chefia do Executivo é o vice-prefeito.

Para analistas políticos, a elevação do vice à condição de gestor interino pode ter efeitos importantes no campo jurídico e político. Caso venham à tona problemas administrativos ou investigações sobre atos da gestão, a figura do prefeito afastado poderia ficar parcialmente fora do foco imediato, enquanto o vice passaria a responder diretamente pelas decisões tomadas durante o período e servir de desculpas para tantos outros.
Essa possibilidade alimenta a tese de que o afastamento poderia servir como uma forma indireta de redistribuir responsabilidades perigosas dentro da administração.

Quando finda um governo, resta muitos processos no TCE e outros órgãos de fiscalização e controle. Nesses casos é sempre bom ter um bode expiatório.

Críticas internas aumentam suspeitas
Outro fator que chama atenção é o comportamento de membros da própria base governista. Nos bastidores, aliados da gestão têm feito críticas ao vice-prefeito, em conversas reservadas, questionam sua capacidade administrativa e lealdade.

Para observadores da política local, essa movimentação pode indicar uma tentativa de enfraquecer previamente a imagem do vice, justamente no momento em que ele assume a condução da prefeitura.

Na prática, caso a gestão enfrente novos desgastes durante o período de interinidade, o impacto político poderia recair diretamente sobre quem estiver ocupando o cargo naquele momento.

Ano eleitoral aumenta tensão
O afastamento ocorre também em um contexto político sensível. O país se aproxima de um novo ciclo eleitoral em nível estadual e federal, momento em que prefeitos buscam preservar capital político e evitar desgaste público.

Com baixa popularidade e críticas acumuladas, a saída temporária do prefeito pode representar uma tentativa de reorganizar o cenário político local, reduzir a pressão sobre sua figura e observar como se comportará a administração sob outro comando.

Governo do Maranhão por meio da SEGOV realizará obras de pavimentação em Paulino Neves

Nesta terça-feira (3), o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado de Governo (Segov), autorizou o início das obras de pavimentação no município de Paulino Neves, beneficiando os moradores dos povoados de Tingidor, Boa Esperança e São Francisco.

As ordens de serviço foram assinadas pelo secretário Márcio Machado (Segov) e pela deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), Iracema Vale. A solenidade foi realizada no edifício João Goulart, Centro Histórico de São Luís, e contou também com vereadores e lideranças comunitárias e políticas de Paulino Neves.

Ao todo serão sete quilômetros (7KM): Boa Esperança e São Francisco com 3km, cada, e 1km de pavimentação em bloquetes no povoado Tingidor. A implantação de blocos sextavados com meio fio e sarjeta ocorrerá no prazo de 180 dias.
O secretário Márcio Machado destacou a importância das obras para o desenvolvimento do Maranhão, tanto na infraestrutura, quanto no turismo. “Mais uma ordem de serviço que sai para Paulino Neves, um município importante do Baixo Parnaíba e um município promissor em função do crescimento do turismo naquela região”, ressaltou.
“Reunimos lideranças e representes da nossa cidade para assinar, junto da Segov, representada pelo secretário Márcio Machado, a quem eu agradeço o trabalho para autorizar sete quilômetros de pavimentação em bloquete em Paulino Neves. Estamos muitos felizes e gostaríamos de agradecer ao governador Carlos Brandão e, também, ao secretário Orleans Brandão pelo compromisso com estas comunidades”, destacou Iracema Vale.

SEGOV

PF deflagra operação contra esquema de corrupção eleitoral em Caxias/MA

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (5/3), a Operação Farândola, com o objetivo de desarticular esquema de caixa dois eleitoral e de corrupção eleitoral no município de Caxias/MA.

A investigação revelou que recursos não contabilizados foram utilizados para financiar o oferecimento de vantagens ilícitas e a realização de gastos paralelos por candidatos durante o pleito eleitoral.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pela 19ª Zona Eleitoral, com diligências realizadas nos municípios de Caxias/MA e de São Luís/MA. O esquema investigado baseava-se na atuação de um operador financeiro interposto, responsável por receber e por distribuir valores a mando de candidatos eleitos ao cargo de vereador durante o pleito de 2024.
O objetivo das medidas é a apreensão de dispositivos eletrônicos, de documentos, de registros contábeis informais, de valores em espécie e de outros elementos capazes de comprovar a origem e a destinação dos recursos ocultos.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica eleitoral e de corrupção eleitoral.

John Cutrim

terça-feira, 3 de março de 2026

Por mais segurança alimentar e justiça social, secretário Paulo Casé chega à marca de 213 Restaurantes Popular inaugurados

O equipamento garante comida de qualidade, preparada com orientação de nutricionistas, ao preço simbólico de R$ 1,00 para almoço ou jantar, e café da manhã por apenas R$ 0,50, totalizando um gasto de apenas R$ 2,50 pelas três refeições do dia.

Desde 2022, o Governo do Estado dobrou o número de Restaurantes Populares. O marco evidencia o compromisso da gestão estadual com a segurança alimentar e nutricional da população, fortalecendo o combate à fome. Ao longo do ano passado, foram servidas 43,2 milhões de refeições - entre café da manhã, almoço e jantar – nos municípios que já contam com Restaurantes Populares.

O governador Carlos Brandão destacou que as entregas e anúncios de novos investimentos são resultado da parceria do governo do estado com os prefeitos.
“As prefeituras estão saindo contempladas nessa parceria com o Governo do Estado. O Restaurante Popular é um dos programas sociais que nos ajudou a retirar mais de 1 milhão de pessoas da extrema pobreza, segundo dados do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas, mas também temos outros programas como o Maranhão Livre da Fome, que beneficia pessoas que estão abaixo da linha de pobreza”, frisou.
O secretário de Estado do Desenvolvimento Social, Paulo Casé, informou que com o marco de 213 Restaurantes Populares inaugurados, o governo estadual avança no desenvolvimento de políticas assistenciais de forma a garantir justiça social.
“Essa mão estendida, que o Restaurante Popular dá para as famílias em vulnerabilidade, é muito importante para quem em caráter de urgência precisa desse espaço e de se alimentar com qualidade. Além de concretizar a maior rede de segurança alimentar da América Latina, estamos transformando o Restaurante Popular em uma grande rede de inclusão socioprodutiva”, observou Paulo Casé.
A população comemora as ações e destaca a importância do equipamento de segurança alimentar. “Esse restaurante é muito importante para nossos municípios. Sabemos que temos muitas famílias vulneráveis que necessitam de uma alimentação de qualidade e ações como esta vêm ao encontro dessas demandas”, comentou um cidadão.

Operação Fake Stop cumpre mandados de busca contra investigados por fake news contra políticos do Maranhão

A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, nesta terça-feira (3), a Operação Fake Stop para cumprir quatro mandados de busca e apreensão nos estados do Tocantins e Paraíba, no âmbito de investigação que apura denúncias de disseminação de fake news produzidas com uso de inteligência artificial contra autoridades públicas do estado.

A operação coordenada pela 10ª Delegacia Regional de Imperatriz e Centro de Inteligência da Polícia Civil, com apoio de unidades da região Tocantina e das Polícias Civis do Tocantins (DRACO) e da Paraíba, cumpriu três mandados na cidade de Palmas (TO), na região do Plano Diretor Sul, e um em João Pessoa (PB), no bairro Portal do Sol.

Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares e notebooks, que serão submetidos à perícia técnica para extração e análise de dados, com o objetivo de identificar a origem, autoria e possível financiamento do material ilícito.

A investigação teve início após o registro de ocorrência que relatava a circulação de vídeos manipulados digitalmente, nos quais eram utilizadas imagens e vozes sintéticas – produzidas por meio de inteligência artificial – para atribuir declarações falsas a autoridades públicas.

Entre os alvos das publicações e das ofensas disseminadas pelos investigados estavam o governador do Maranhão, Carlos Brandão; o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral; o ministro dos Esportes, André Fufuca; além do secretário municipal de Saúde de Imperatriz, Flamarion Amaral.

De acordo com a apuração, os investigados utilizavam perfis em redes sociais e serviços de impulsionamento pago para ampliar o alcance das publicações. Os conteúdos eram divulgados em plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram, com segmentação geográfica do público da região de Imperatriz, o que demonstra planejamento e possível motivação político-eleitoral.
As medidas cautelares foram autorizadas pelo juiz Marcos Antônio Oliveira, da 1ª Central das Garantias da Comarca de Imperatriz. Na decisão, o magistrado destacou que os elementos apresentados demonstram indícios concretos da prática criminosa por meio de organização estruturada, com uso de recursos tecnológicos avançados e impulsionamento pago, configurando conduta sofisticada e de elevado potencial lesivo à honra e à imagem de agentes públicos.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos, apurar eventual financiamento do esquema e promover a responsabilização penal dos autores.

John Cutrim

Moradores de João Peres reclamam, “prefeito está transformando bairro em um lamaçal no inverno e a poeira no verão causará muitos problemas de saúde”

Moradores do bairro João Peres manifestaram insatisfação com os serviços de requalificação das ruas que estão sendo executados pela Prefeitura. Segundo relatos, o material utilizado seria de baixa qualidade, com excesso de barro e pouca piçarra, o que tem causado transtornos à população, especialmente neste período chuvoso.

De acordo com os moradores, as vias onde as intervenções já foram iniciadas têm ficado intransitáveis em razão da lama. Há registros de dificuldades para circulação de pedestres e veículos, além de acúmulo de água em alguns trechos, agravando a situação enfrentada diariamente por quem reside na área.

A preocupação também se estende ao período de estiagem. Os moradores temem que, após o fim das chuvas, a fina poeira resultante do material aplicado possa provocar problemas respiratórios, sobretudo em crianças e idosos, aumentando os riscos à saúde da comunidade.

Sobre as reclamações, o encarregado pelas obras, Leo Melo, afirmou que as reclamações foram precipitadas. Segundo ele, logo no início dos trabalhos houve fortes chuvas na região, o que teria provocado o excesso de lama, situação agravada por um cano quebrado, que já foi reparado ainda nesta data.

Leo destacou ainda que, após a conclusão dos serviços, a via oferecerá melhor acesso e mobilidade aos moradores. E assegurou que a requalificação das ruas trará mais dignidade à população do bairro, reforçando que os transtornos atuais são temporários e decorrentes das condições climáticas adversas.

segunda-feira, 2 de março de 2026

Estudo aponta que redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos e reforça debate sobre o fim da escala 6x1

Pesquisa corrobora visão do Governo do Brasil, que defende a modernização das relações de trabalho como parte de uma agenda de desenvolvimento social e econômico.
Um levantamento da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas tem potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no Brasil e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país.

O estudo faz parte do Dossiê 6x1, documento elaborado por 63 autores — entre professores, pesquisadores, auditores fiscais do Trabalho e representantes sindicais — que reúne 37 artigos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.

Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas",

Marilane Teixeira, economista e pesquisadora do Cesit/Unicamp
A conclusão central do dossiê é direta: o Brasil está pronto para trabalhar menos. O diagnóstico contraria projeções pessimistas do mercado e derruba o argumento de que a mudança poderia provocar queda no PIB ou agravar a insolvência das empresas.
"Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas", afirma Marilane Teixeira.
O QUE OS DADOS MOSTRAM – Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, o dossiê revela que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornada superior às 44 horas previstas na CLT. Outros 76,3% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana — o que derruba a narrativa de que o brasileiro trabalha pouco.

A pesquisadora também chama atenção para os custos humanos da sobrecarga: em 2024, o Brasil registrou meio milhão de afastamentos por doenças psicossociais decorrentes de condições desfavoráveis no trabalho — apenas no emprego formal.

A redução da jornada atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores caso a escala 4×3 seja adotada, e beneficiaria cerca de 45 milhões na hipótese de migração para a jornada de 40 horas semanais em escala 5×2.

NOTA TÉCNICA – O estudo da Unicamp se soma a outras análises que sustentam tecnicamente a posição do governo. Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em fevereiro de 2026, concluiu que os custos da redução da jornada para 40 horas seriam comparáveis aos de reajustes históricos do salário mínimo — medidas que não geraram desemprego. Nos grandes setores empregadores, como indústria e comércio, o impacto no custo operacional seria inferior a 1%.

GOVERNO AVANÇA NA DISCUSSÃO – A mudança na jornada de trabalho é uma das prioridades do governo para 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido enfático ao defender a reforma, associando-a diretamente às transformações tecnológicas das últimas décadas.
"Com os avanços tecnológicos que o Brasil teve, acha que é necessário as pessoas trabalharem na mesma jornada que trabalhavam há 40 anos?", questionou o presidente, em entrevista no início do mês. "Um jovem, uma menina, não quer mais se levantar às 5h da manhã e ficar até 6h da noite dentro de uma fábrica pegando ônibus lotado. Com o avanço tecnológico, a produção aumentou muito.
Para Lula, o debate exige diálogo amplo e transparente. "Essa não é uma tarefa só do governo. O governo tem que estabelecer uma discussão com o Congresso, com o empresariado e com os trabalhadores e fazer aquilo que é possível. O dado concreto é que está na hora de a gente fazer uma mudança na jornada para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar", afirmou.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, tem liderado o diálogo com o Congresso e garantiu, em janeiro, que há avanços concretos nas negociações para votação ainda no primeiro semestre do ano.

"A proposta que estamos construindo, defendida pelo presidente Lula e pelo nosso governo, é de, no máximo, 5×2, 40 horas semanais, sem redução de salário. Esta é a proposta que está sendo desenhada para todos os setores da economia no Brasil, por uma questão de dignidade dos trabalhadores", disse Boulos.
O ministro também apresentou evidências internacionais: a Islândia, ao reduzir sua jornada para 35 horas em 2023, registrou crescimento econômico de 5% e aumento de 1,5% na produtividade do trabalho. No Japão, um programa da Microsoft com escala 4×3 elevou em 40% a produtividade individual dos funcionários. No Brasil, pesquisa da FGV com 19 empresas que reduziram a jornada mostrou que 72% delas registraram aumento de receita.

CONSTITUIÇÃO DE 1988 – A última vez que o Brasil reduziu a jornada legal foi na Constituição de 1988, quando o limite caiu de 48 para 44 horas semanais — mudança implementada em plena "década perdida", com a economia em recessão, inflação alta e desemprego elevado. "Mesmo assim, as empresas não quebraram, nem se gerou desemprego", afirma Marilane Teixeira.

MP Eleitoral pede cassação da chapa do Podemos por fraude na cota de gênero em São Luís

Parecer aponta candidatura fictícia, desvio de recursos do FEFC e pede inelegibilidade por 8 anos
O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se favoravelmente à ação que pede a cassação da chapa do Podemos nas eleições municipais de 2024, em São Luís. A ação foi proposta pelo Republicanos, em conjunto com os suplentes Eduardo Andrade e Matheus do Beju (PL), e aponta suposta fraude na cota de gênero.

A manifestação foi assinada pelo procurador Tiago de Sousa Carneiro e recebida na última sexta-feira (27) pelo juiz José Valterson de Lima, relator da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

Caso a Corte Eleitoral julgue a ação procedente, os vereadores Fábio Filho, Wendell Martins e Raimundo Júnior poderão perder seus mandatos.

Candidatura fictícia e desvio de recursos
No parecer, a Procuradoria Regional Eleitoral concluiu que a candidatura de Brenda Carvalho foi fictícia. Segundo o documento, a candidatura teria sido estruturada pela cúpula partidária com dois objetivos:
  • Cumprir formalmente o percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas exigido por lei;
  • Desviar recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
De acordo com o MP, as provas indicam que a candidata não teria sido apenas instrumento da fraude, mas participante ativa do esquema.

Laudo revela diálogo sobre “venda” da cota
O parecer ministerial traz trechos de inquérito policial com relatório de extração de dados do celular de Brenda Carvalho, por meio de laudo técnico (Cellebrite).

Entre os elementos destacados está um diálogo entre a candidata e sua mãe, no qual seria revelado um acordo financeiro para a “venda” da cota de gênero — indício de que a candidatura teria sido negociada para atender à exigência legal.

O MP afirma que as mensagens comprovam a existência de dolo, afastando a tese de que Brenda apenas “cumpria ordens”.

PF aponta chantagem após colapso do acordo
Segundo o Ministério Público, após o rompimento do acordo ilícito, teria se iniciado um cenário de chantagem mútua.

A candidata relatou à polícia que teria recebido propostas de até R$ 300 mil de emissários ligados ao presidente do partido para manter silêncio.

Para o órgão ministerial, os elementos reforçam a existência de participação consciente e deliberada na fraude.

MP pede cassação, retotalização e inelegibilidade
Diante do conjunto probatório, o Ministério Público Eleitoral manifestou-se:
  • Pelo provimento parcial dos recursos eleitorais;
  • Pela cassação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) do Podemos;
  • Pela cassação dos diplomas e mandatos de todos os candidatos vinculados à legenda;
  • Pela nulidade de todos os votos obtidos pelo partido na eleição proporcional;
  • Pela retotalização geral dos votos e recálculo dos quocientes eleitoral e partidário.
Além disso, o procurador pediu a declaração de inelegibilidade por oito anos, nos termos da Lei Complementar nº 64/90, exclusivamente em relação a Brenda Carvalho e Fábio Macedo Filho, apontados como participantes diretos e dolosos da fraude.

O caso agora aguarda julgamento pelo plenário do TRE-MA, que decidirá se acolhe ou não o parecer ministerial e determina a cassação da chapa do Podemos em São Luís.
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