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terça-feira, 3 de março de 2020

Juiz autoriza que Adélio Bispo deixe a prisão

Adélio Bispo e Bolsonaro (Reprodução)
O juiz federal Dalton Conrado expediu liminar na segunda-feira (2) autorizando a transferência de Adélio Bispo de Oliveira penitenciária federal de Campo Grande (MS) para uma unidade psiquiátrica que ainda será definida pela Justiça de Minas Gerais.

O magistrado entende que o presídio não é o local adequado para Adélio continuar, tendo em vista que ele foi declarado como inimputável e foi determinada seu recolhimento em um manicômio judiciário.

Em junho do ano passado, o autor da facada no então presidenciável Jair Bolsonaro foi declarado inimputável em razão de uma doença mental – Transtorno Delirante Persistente e absolvido. O presidente Jair Bolsonaro não recorreu da sentença.

A decisão do dia 14 de junho do juiz Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), converteu a prisão preventiva em internação por tempo indeterminado. Na sentença, o juiz aplicou a figura jurídica da “absolvição imprópria”, na qual uma pessoa não pode ser condenada. Segundo o G1, ela é baseada em três laudos que avaliou a sanidade mental de Adélio: “1º Laudo (particular) – uma consulta que atestou indício de transtorno delirante grave; 2º Laudo (judicial psiquiátrico) – transtorno delirante permanente paranoide; e 3º Laudo (judicial psicológico) – não revelado – sigiloso”.

Facada e suspeita

Durante comício na cidade de Juiz de Fora, interior de Minas Gerais, então candidato à Presidência, teria sido esfaqueado em setembro de 2018. Adélio Bispo foi preso no mesmo dia e, de acordo com a polícia, confessou o atentado. Dois inquéritos foram abertos para investigar o crime, um deles concluiu que Bispo agiu sozinho. Ele foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional. No segundo, a Polícia Federal investiga conexões do crime.

O documentário “A Facada no Mito”, lançado no canal do YouTube “True or not” contém uma análise minuciosa das imagens e circunstâncias do atentado. Os autores do documentário, que ainda são anônimos, mostram incoerências na narrativa que envolve e fatídica facada e apresentam recortes impressionantes das imagens que registraram o momento do ataque, como interações estranhas entre o autor do crime, Adélio Bispo, seguranças do presidente eleito e apoiadores.

Com informações da Folha de S. Paulo

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