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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Araioses: Sem respostas até a data de ontem, sobre a urgente necessidade de EPI’s, atenção básica paralisa atividade em todo o município

Piauí contabiliza ao menos 53 queixas por falta de EPIs em ...
Imagem da internet
Por Marcio Maranhão 
Sem resposta da Secretaria Municipal de Saúde de Araioses, sobre a falta de equipamentos de proteção individual desde o primeiro ofício, encaminhado ainda em meados de março e o último, do dia 22 de abril, assinado por representantes dos Enfermeiros, Técnicos e Agentes Comunitários de Saúde, dando prazo até esta segunda feira 27, para que o município se pronunciasse sobre a problemática, novamente a resposta foi o silêncio em desrespeito às dezenas de profissionais que estão na linha de frente da rede municipal, que não tiveram outra alternativa senão paralisar totalmente o atendimento, até que a prefeitura tome as devidas providências para a segurança de todos os profissionais das unidades. 

Em Tutela de Urgência, o Ministério Público acionou a justiça, que determinou que o Município de Araioses disponibilize, no prazo máximo de quinze dias, equipamentos de Proteção Individual –EPI’s, em quantidade suficiente para uso de todos os profissionais de saúde da rede pública municipal, independente da natureza do vínculo com a Administração, durante todo o período em que se estender os efeitos da Pandemia do coronavírus (Covid-19) no Brasil. 

Mas, em uma tentativa de burlar as determinações da justiça, foram encaminhados alguns equipamentos em quantidade insuficiente e qualidade insatisfatória para alguns postos. Segundo os representantes dos enfermeiros, embora o determinado tenha sido expresso e claro, “quantidade de equipamentos suficiente para todos e pelo tempo que durar a pandemia”, o que foi entregue em alguns postos foram apenas máscaras e álcool em gel suficientes apenas à execução do trabalho do enfermeiro e por duas semanas no máximo. 

“Compreendemos a importância do nosso trabalho neste momento difícil para todos, mas somos pais, mães e filhos de alguém que não podemos colocar em risco. É a nossa saúde e a saúde dos nossos familiares, sem falar da responsabilidade como profissionais da área, que atuando de qualquer jeito, podemos ser agentes de propagação, transmitindo a doença a indivíduos saudáveis”, relataram os representantes do movimento. 

Após aguardar o fim do prazo nessa segunda feira, os grevistas encaminharam ofício ao ministério público, informado a paralisação por tempo indeterminado dos atendimentos. 

Veja:

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