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sexta-feira, 11 de maio de 2018

HADDAD É DENUNCIADO E ALCKMIN SEGUE BLINDADO. COINCIDÊNCIA?

Reuters
São Paulo 247 - Apontado como um dos principiais articuladores do PT e cotado para compor uma eventual chapa presidencial, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad entrou na alça de mira do golpe ao ser denunciado por uso de caixa 2 da ordem de R$ 2,6 milhões durante a campanha de 2012. Ao mesmo tempo, O Ministério Público Estadual de São Paulo informou que a determinação da 'remessa imediata' do inquérito que investiga o ex-governador Gerado Alckmin (PSDB) ocorreu após petição do tucano. O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, retirou do Patrimônio Público e Social o inquérito civil que investiga o tucano por suspeita de improbidade administrativa nos supostos pagamentos de R$ 10,3 milhões via caixa 2 delatados pela Odebrecht na Lava Jato.

Além de Haddad, também foram denunciados o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o responsável pela prestação das contas eleitorais e ex-secretário municipal Francisco Macena e duas pessoas ligadas a gráficas contratadas pelo PT para prestar serviços durante as eleições. Ao jornal Valor Econômico, o promotor Dal Poz disse que "houve omissão e inserção de informações fraudulentas na prestação de contas, inclusive com o uso de nota fiscal falsa", explicou ao Valor o promotor Dal Poz.

As acusações contra Haddad foram baseadas na delação do empreiteiro e delator da UTC na Lava Jato Ricardo Pessoa. Segundo ele, Haddad terá solicitado contribuições eleitorais da ordem de R$ 3 milhões para sua campanha pela prefeitura em 2012. A defesa de Haddad negou, em jota, a existência de irregularidades. "Podemos afirmar desde logo que não há qualquer [sic] elemento que sugira que os valores tratados por Ricardo Pessoa tenham sido empregados em sua campanha", diz trecho da nota. Ainda segundo a nota, "todos os interesses da UTC na cidade de São Paulo foram contrariados pela gestão Haddad".
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