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sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Em blog, novo Ministro da Educação diz que dia que marca início da ditadura é “data para se comemorar”

No blog, Rodriguez intercala críticas ferozes ao petismo e à esquerda, com textos defendendo uma "filosofia brasileira" e "análises políticas", que misturam teorias do filósofo inglês John Locke, considerado o pai do Liberalismo, à "banda de Crossover Trash dos anos 80", Ratos de Porão.


Escolhido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) para o Ministério da Educação – por indicação de Olavo de Carvalho -, Ricardo Vélez Rodríguez escreveu em seu blog que o dia 31 de março de 1964, que marca o golpe militar no Brasil, é “uma data para lembrar e comemorar”.

“Nos treze anos de desgoverno lulopetista os militantes e líderes do PT e coligados tentaram, por todos os meios, desmoralizar a memória dos nossos militares e do governo por eles instaurado em 64”, disse o futuro ministro, que critica ainda a Comissão da Verdade.

“A malfadada ‘Comissão da Verdade’ que, a meu ver, consistiu mais numa encenação para ‘omissão da verdade’, foi a iniciativa mais absurda que os petralhas tentaram impor”, disse o novo ministro.

No último parágrafo do texto, escrito em 2017, Vélez afirma que “os nossos militares prepararam os seus quadros de oficiais para se inserirem no Brasil democrático, abrindo espaço ao público feminino e com pleno respeito às lideranças civis legítimas surgidas do voto popular e às instituições do governo representativo”.

Antipetismo acirrado
No blog “rocinante” – “um espaço para defesa da Liberdade, da forma incondicional em que Dom Quixote fazia nas suas heroicas empreitadas” -, um dos locais onde o novo ministro da Educação dissemina suas ideias, intercala críticas ferozes ao petismo, à esquerda, com textos filosóficos – defendendo uma “filosofia brasileira” – e “análises políticas” que misturam teorias do filósofo inglês John Locke, considerado o pai do Liberalismo, à “banda de Crossover Trash dos anos 80”, Ratos de Porão, “bastante boa por sinal”.

Em seu texto de estreia, em fevereiro de 2009, ele filosofa, tal qual o amigo Olavo de Carvalho, sobre “o estranho fenômeno de colonialismo cultural que foi, progressivamente, extinguindo tudo quanto, no nosso país, cheirasse a estudo do pensamento brasileiro ou à consolidação de uma filosofia nacional”.

Segundo Rodríguez, a “esquerdização” do pensamento acadêmico aconteceu durante o regime militar e tem como artífices “os burocratas da Capes no setor da filosofia, comandados pelo padre jesuíta Henrique Cláudio de Lima Vaz”.

“Os fatos são simples: no período em que o general Ruben Ludwig foi ministro da educação, ainda no ciclo militar, os antigos ativistas da Ação Popular Marxista-Leninista receberam, à sombra do padre Vaz, a diretoria dos conselhos da Capes e do CNPq, na área mencionada. Especula-se que o motivo da concessão fosse uma negociação política: eles prometiam abandonar a luta armada. A preocupação dos militares residia no fato de que foi esse o único agrupamento da extrema esquerda que não se organizou explicitamente em partido político”, relata.

Com isso, de acordo com Rodríguez, “os grupos da denominada “direita” (conservadores, ultra-conservadores, liberais, liberais-sociais, etc.), toda essa imensa gama, ficou do lado de fora dos favores oficiais, no período militar e após”.

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