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segunda-feira, 25 de março de 2019

GOVERNO NÃO QUER APENAS CORTAR, MAS DESORGANIZAR A UNIVERSIDADE

Adriano Machado - Reuters
Por Fernando Brito, do Tijolaço - O Globo publica hoje o que há de real nos cortes de “21 mil cargos” no Governo Federal, que vem sendo festejado há duas semanas.

Cortes , mesmo, apenas 159:

A medida está entre as 35 metas dos primeiros cem dias de governo apresentadas em janeiro pelo ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Embora tenha falado da importância de enxugar a máquina pública, o governo cortará apenas 159 cargos. O resto estará focado em funções (17.349) e gratificações (3.492).
Esses adicionais são pagos a servidores efetivos do governo federal por desempenharem algum papel além do qual ele foi aprovado em concurso público. É, por exemplo, um cargo de coordenação de curso em uma universidade federal.
Não é “por exemplo”. Dois terços dos cargos cortados são nas universidades e institutos federais de educação tecnológica. Em escolas, portanto.

São pequenas gratificações que ajudam a estruturar seu funcionamento.

Na média, R$ 500 mensais, que é o resultado dos R$ 91 milhões anuais por 13 meses e quase 14 mil cargos.

Não paga a conta do restaurante do Paulo Guedes.

Mas transforma universidades e IFT’s numa baderna administrativa, onde ninguém ganha para mandar nem ser responsável.

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