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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Ministros do Meio Ambiente e Turismo de Bolsonaro são corruptos. Mas quem se importa?

Ricardo Salles afirmou que irá estudar a decisão com seus advogados e, possivelmente, recorrer(foto: Evaristo Sá/AFP)
Ricardo Salles 
O advogado Ricardo Salles do Partido Novo, ministro do Meio Ambiente no governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), é um condenado da justiça por improbidade administrativa. 

A decisão do juiz Fausto José Martins Seabra, da 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, sobre ação do Ministério Público que acusava o ministro de ter favorecido empresas de mineração em 2016, ao acolher mudanças feitas nos mapas de zoneamento do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê.

Na época, Salles era secretário estadual do Meio Ambiente de São Paulo, durante a gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Seabra determinou a suspensão dos direitos políticos de Salles por três anos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público. Mas Bolsonaro fez mais que isso, o convidou para ser Ministro do Meio Ambiente. 

Outro, que pela logica de Bolsonaro deveria estar morto, mas ao contrário, foi premiado com o Ministério do Turismo, o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG), que de acordo com reportagem do jornal Folha de S.Paulo, patrocinou um esquema de candidaturas laranjas no estado que direcionou verbas públicas de campanha para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara. Avisa, sua exoneração foi apenas para tomar posse na câmara, mas que no dia seguinte retornaria ao ministério. Parece que lugar de bandido bom é nos ministérios de Bolsonaro.
Valter Campanato - ABR
Deputado Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG)

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