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quarta-feira, novembro 29, 2017

Daby detona em matéria esclarecedora aos araiosenses

Com título "Com Sônia no controle Cristino não manda em nada", o ex-secretário de comunicação revela, no que segundo ele será a primeira de muitas, a grande desgraça em que o povo de Araioses se meteu e que se nada for feito. Corroerá 4 anos o presente e o futuro de todos nós. 

confira o que disse Daby na integra abaixo:

Com Sônia no controle Cristino não manda em nada

Aqui, como prometi, a primeira postagem sobre minha convivência política com o atual prefeito de Araioses.
Sônia que até então não ostentava as roupas de grife que se exibe hoje pegou o microfone para dizer: “Agora vocês vão ver quem é a Sônia do Cristino”

Estarrecedor para o povo araiosense mas é verdade! O comando da prefeitura de Araioses está no controle de Sônia, a mulher do prefeito Cristino Gonçalves de Araújo.

Isso pude ver desde o resultado das eleições no dia 2 de outubro do ano passado e com mais clareza ainda durante os dez meses e dez dias em que tinha uma portaria de secretário de comunicação do município de Araioses, perdida com o ato de exoneração já noticiado aqui.

Primeiro quero deixar bem claro que nem Cristino nem Sônia me fizeram nenhum mal ao me exonerar e que muito menos devo a eles alguma coisa, pelo contrário, mas esse capítulo será relatado em outra postagem. Por minha vontade jamais teria participado de seu governo, pois logo a poucos dias dele tomar posse da prefeitura de Araioses presenciei uma cena das mais lamentáveis que em minha vida registrei.

Antes de falar do poder de fogo da mulher do prefeito – quem de fato ordenou a minha exoneração – vamos a um breve relato envolvendo sua filha Julliana, que também manda muito.

Julliana com dois LL

Pelo WhatsApp pessoal, Cristino me faz ameça após reclamações de sua filha Julliana
Tinha ido a casa do prefeito eleito mostrar-lhes umas informações sobre uma manobra de um vereador que pretendia impedir a eleição do vereador Elson Coutinho para a presidência da Câmara de Vereadores de Araioses, o candidato de Cristino.

Estávamos conversando na parte de trás da casa, quando chegou ao local sua filha Julliana que voltara de uma viagem com o marido a tiracolo e foi logo se dirigindo ao pai com o dedo em riste apontando para sua cara e dizendo que não aceitava o que estava feito na área de saúde, numa referência ao pessoal que já estava certo para trabalhar no setor.

– “Eu não aceito de jeito nenhum o que senhor fez e vai ter que mudar tudo, pois eu tenho meus amigos e minhas amigas de Parnaíba para botar lá”.

Esse lá era o Hospital Maternidade Nossa Senhora da Conceição, o Hospital de Araioses.

Cristino e eu ainda tentamos argumentar, pois transferir esses funcionários, que no caso eram concursados para outros lugares era certo que a justiça, se fosse acionada, recolocaria esses trabalhadores aos seus locais de origem de trabalho, o que de fato ocorreu, pois Dalmanny de Arruda Bittencourt – que viria a ser o Secretário de Saúde foi chamado para atender as ordens da senhora Julliana.

Ao presenciar essa cena disse ao Cristino que estava fora de seu governo, pois não teria feito o que fiz por sua eleição para aceitar o que estava vendo.

Sem sobra de dúvida muito desrespeito de uma filha a um pai e ainda por cima que esse pai era prefeito eleito e que tinha como obrigação trabalhar a serviço do povo que o elegeu e não atender as exigências e capricho de uma filha.

O peso e a força de Sônia





Nos prints acima do grupo dos secretários, Ivanildo Ribeiro faz crítica a uma postagem do meu blog – em que relato que o deputado Junior Marreca disponibilizou recursos para dragar o Rio Santa Rosano – no que foi aplaudido e apoiado por Sônia e todos os demais secretários.

Detalhe: mandei o link da matéria para o WhatsApp do Cristino e ele gostou muito

Logo após terminou a apuração dos votos, início de noite daquele domingo, 2 de outubro, o povão que cercava a casa do prefeito que acabara de ser eleito resolveu fazer uma caminhada/carreata até a Arena do Viva.

Lá foi improvisado um palanque onde falou o vice-prefeito Manoel da Polo e o Cristino. Era o máximo que se esperava, porém em seguida, ao final da fala do prefeito eleito, Sônia como a dizer que a única e última palavra era a dela dali para frente, pegou o microfone e também fez seu discurso.

Confesso que de suas palavras só me lembro de quando disse: “Agora vocês vão ver quem é a Sônia do Cristino”. Isso foi tão forte e significante para mim que o resto que ela falou não teve o menor sentido ou importância. Foi tudo apagado.

Sobre minha exoneração

Tenho muito o que relatar do que vi e do que ouvi falar sobre a toda-poderosa Sônia mas tem muito tempo para isso. Falemos da minha exoneração.

Pela vontade de Sônia, do próprio Cristino e da turma da panelinha nem secretário eu teria sido. Mas até essa gente metida à poderosa tem que ceder de vez em quando e engolir bocados indigestos para eles, é claro.

Mas dai em diante começou a politicagem de fazer com que eu me indispusesse e pedisse demissão. Deram-me uma portaria e mais nada. Nenhum dos três que foram contratados para minha secretaria foram indicados por mim.

Ao querer saber do prefeito aonde iria funcionar a secretaria, como resposta ele me disse que no meu escritório, que estivera a serviço da campanha. E assim ficou até ele exonerar minha equipe, onde todas as despesas da secretaria foram bancadas por mim.

O boicote era geral por parte da panelinha comandada por Sônia que ainda recebia uma senhora ajuda da filha Juliana e do genro Rafael, conhecido como “Cabeção”.

O máximo de informação era omitido de mim para que a cobertura da secretaria não funcionasse e o prefeito tivesse um motivo para me exonerar.

Cheguei a alertá-lo do que estava havendo, mas ele fingiu-se de morto e nada fez para que isso mudasse.

No grupo do WhatsApp dos Secretários que foi criado para facilitar a comunicação entre seus membros, sua função passou a ser outra e era nesse espaço que secretários queriam me dar ordens e criticar o meu trabalho.

Dia 7 o dia D

Mas meu destino foi selado mesmo foi no dia 7 de Setembro. Eu estava tentando superar uma virose onde sentia muita febre, dor de cabeça e a garganta inflamada. Ribamar Brandão, o secretário de Educação queria minha presença no desfile das escolas do município. Não como autoridade e sim como um fotógrafo a seu dispor.

Expliquei que estava doente, que não podia ir e como resposta ele disse-me que eu deveria pagar alguém para fazer o serviço que era de minha obrigação.

Aí o bicho pegou, pois esse cidadão não deu a menor contribuição para a eleição do prefeito. Nem o voto deu, pois ele é eleitor de Água Doce do Maranhão, porém é um dos queridinhos de Sônia.

Ora bolas! Ali estava muito claro as intenções da turma da panelinha.

Como resposta a essa falta de consideração de um despreparado para função que exerce dei a resposta abaixo, que em seu último parágrafo explica que depois daquele dia Sônia deu o ultimato: Cristino exonera agora o Daby!

Durou ainda alguns dias essa queda de braço, pois o prefeito mesmo já falara a alguns que eu ficaria até o fim de seu governo. E outra, sabia mais do que ninguém que isso seria um profundo ato de ingratidão da parte dele para comigo.

Mas não teve jeito, Cristino não tem voz ativa com a mulher e o que ele fez é do conhecimento de todos.

Abaixo minha resposta ao secretário Ribamar Brandão pelo WhatsApp a sua proposta de que eu deveria pagar alguém para satisfazer seus desejos:


Brandão não devia, mas vou responder a mensagem absurda que me mandaste.

Eu entendi direito, você quer que eu pague alguém para fazer o trabalho que supostamente dizes ser da minha obrigação fazer?

Se essa opinião é sua estamos mal, pois se você não sabe qual a função de um secretário, nossa educação está correndo sério perigo. Mas sei que não é bem assim.

Não só você, mas outros que já se manifestaram contra meu trabalho e outros que se omitem, mas apoiam estão fazendo um jogo que infelizmente para vocês, eu também sei jogar.

Querem-me fora do governo e querem forçar uma barra para que eu peça demissão o que fiquem logo sabendo, não vou fazer enquanto eu mesmo não me decidir por isso. Então meu caro exija – juntamente com os que não me engolem – do prefeito minha demissão!

Aliais, essa seria a última facada que me falta receber de quem dei parte de minha vida, dei meu sangue e até dinheiro para coloca-lo no poder. Todos os dias consulto o Diário Oficial para ver se já foi publicada a minha portaria de exoneração, para que seja eu o primeiro a torná-la pública.

Voltando as funções de um secretário, me responda: é você que vai para as salas de aula lecionar, é você que pega a vassoura e o rodo e vai cuidar da limpeza dos colégios, é você que perde noites e noites de sono na vigília e outros serviços das instituições de ensino de nosso município?

Claro que não secretário, e você sabe muito bem disso. Você comanda uma equipe para esse fim.

Na saúde será que é o secretário que consulta e interna pacientes, é o secretário que aplica injeções e outros procedimentos de função dos enfermeiros e técnicos de enfermagem, também é ele que dirige os veículos da secretária e cuida da limpeza e outras funções da área da saúde de Araioses?

Então você quer que eu deixe de ser secretário para ser seu fotógrafo, é isso?

E caso eu não possa tenho de pagar outro para fazer o que estou impossibilitado?

Falar em pagar você não sabe ou finge não saber que a suposta secretaria de comunicação funciona no meu escritório – o mesmo que foi o QG da campanha do Dr. Cristino – e que sou eu que banco todas as despesas tipo energia, internet (duas), que todos os equipamentos de informática e produção de áudio e imagens são meus?

Pago luz, internet e manutenção, sabia?

Agora mesmo precisaram fazer a transcrição de vários áudios ofensivos ao prefeito e tudo foi feito aqui. Foram três dias com ar-condicionado funcionando o tempo todo. Nessa operação foi usado papel, impressora, computadores e até CDs tive que ceder. Na sua secretaria é assim também, você banca tudo?

Outra coisa meu caro, eu não foi atrás de secretaria nenhuma mesmo tendo o papel que tive na campana. Quando Dr. Cristino me chamou para fazer o convite eu fui bem claro e disse que não queria ser secretário só de portaria, que eu queria uma equipe para trabalhar.

Nada disso ocorreu, pois num governo que fiz muito para ele existir não me foi dada sequer a condição de indicar um amigo meu para ser varredor das ruas de nossa cidade.

Por outro lado e você sabe muito bem disso, tem gente que nem da campanha participou e nem em Dr. Cristino votou, que está no governo com poderes inimagináveis.

Estou errado?

Por fim senhor secretário, não sei por que sua preocupação, pois enquanto você quer que até doente eu faça o trabalho que não é da minha função, tem uma equipe de comunicação sob as ordens do genro do prefeito que pode muito bem suprir suas necessidades.

Engana-se quem pensa que não sei o que está havendo e o porquê do poder de fogo que gente como você e outros têm no governo comandado por dona Sônia.
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