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terça-feira, setembro 12, 2017

PF diz ver indícios de que PMDB da Câmara atuava como organização criminosa

O ex-deputados Henrique Eduardo Alves (e) e Eduardo Cunha são investigados no inquérito
A PF (Polícia Federal) informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que encontrou indícios de que o grupo do PMDB com atuação na Câmara dos Deputados praticou o crime de organização criminosa. 

A manifestação da PF foi encaminhada ao inquérito no Supremo que investiga o chamado "quadrilhão do PMDB". Esse inquérito é um desmembramento da investigação principal da Operação Lava Jato no Supremo, que fui subdividido para investigar suspeitas do crime de organização criminosa relativas a membros do PT, PP e PMDB, esse último partido alvo de duas apurações, uma sobre a bancada do partido no Senado e outra sobre o PMDB na Câmara.

"Integrantes da cúpula do partido, supostamente, mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta. O grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos", diz nota divulgada nesta segunda-feira (11) pela Polícia Federal.

A conclusão da PF será enviada também ao inquérito no qual o presidente Michel Temer (PMDB) é investigado por suspeita dos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa. 


A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre as conclusões apresentadas ao inquérito e não informou se há indícios do envolvimento de Temer nas suspeitas. 

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República chegaram a pedir que o presidente Temer fosse formalmente incluído entre os alvos deste inquérito, mas o pedido foi negado pelo ministro do STF Edson Fachin. O magistrado afirmou em sua decisão que a medida seria "desnecessária", pois o presidente Temer já é atualmente investigado por suspeitas do crime de pertencimento a organização criminosa em inquérito aberto no Supremo a partir da delação premiada da JBS.

Entre os investigados no inquérito do PMDB estão o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro Henrique Alves (PMDB-RN). A Polícia Federal não deu detalhes das conclusões a respeito das suspeitas contra os dois. Ambos têm negado o envolvimento em irregularidades.


UOL Notícias
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