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terça-feira, janeiro 03, 2017

Nossas cadeias são verdadeiros laboratórios de monstros

Por Marcio Maranhão
Resultado de imagem para presos decapitados e rivais comemorando em Manaus
Ela certamente sonhava como muitas mães sonham todos os dias, que seu filho tome jeito e um dia volte a dormir no seu quarto sem dever ninguém, como a criança inocente que um dia foi. Mas nossas prisões só formam dois tipos de pessoas, os que cortam a cabeça e os que têm a cabeça cortada. 

Os hipócritas dirão que cada centavo gasto com o sistema carcerário brasileiro é dinheiro jogado fora. Mas, ou investimos pesado para recuperar nossos presos e reconduzi-los como homens de bens à sociedade, ou estaremos apenas profissionalizando a crueldade que mais cedo ou mais tarde nós mesmos seremos vitimas.

Preso exibe a cabeça do rival como um troféu
Ao me deparar com o vídeo onde presos cortam a sangue frio a cabeças de seus rivais na prisão em Manaus, percebo em quão monstruoso nós transformamos pessoas que antes eram apenas ruins.

O testemunho de jovens que foram presos por tráfico e que diziam que rezavam todos os dias para Deus lhes dar uma nova chance de fazer tudo diferente, me choca tanto quanto o vídeo, que escancarou a barbárie que acontece a todo minuto em nossas cadeias. Mesmo aquele jovem arrependido, para se manter vivo dentro de um presídio,tem que se juntar a essa ou aquela facção, escola do crime,onde por omissão do estado,que trata todo mundo como bicho e uma sociedade que faz chacota dos direitos humanos até ser um filho,um irmão,pai ou mãe naquela situação,o resultado só poderia ser este: Depois de cumprido sua pena, temos não um homem pronto para contribuir com a sociedade,mas um monstro com ódio e preparado para fazer tudo muito pior. 

E sabe quem será as vitimas? 


Cenas fortes:
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