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sábado, dezembro 24, 2016

Araioses: “Tenho oito vereadores, mas se quisesse teria todos os treze”

A frase foi atribuída supostamente ao futuro prefeito de Araioses no que seria uma possível negociação para eleger o propenso genro Elson do Dada a presidente da Câmara de vereadores. Se a frase saiu ou não da boca do médico prefeito não se tem certeza, o que é fato mesmo é a negociata como nunca se viu na historia do município um prefeito fazer para eleger um apadrinhado seu.

Mesmo tendo eleito pelo seu grupo uma vereadora,gozar de prestigio social e ter ao seu lado um dos vice mais populares que se tem conhecimento, Cristino loteou todo o município e entregou a verdadeiras raposas, tudo para eleger como presidente da Câmara o seu genro. Como se prefeito que quisesse trabalhar precisasse de vereador de bolso.

Quais as intenções de Cristino querendo uma Câmara submissa como foi na gestão de Valéria e comandada de fato por Manin? O vereador é eleito para o exercício de determinadas funções e prefeito que deseja trabalhar, não roubando o povo, não precisa comprar vereador para auxilia-lo nas boas ações, porque esses já recebem para isso e é dever deles trabalhar para o conjunto dos cidadãos e não em beneficio próprio, honrando o salário e as regalias como poucos em nosso município tem.

Resultado de imagem para velha politicaQuem compra vereador negociando 40, 60,80 e ate 300 empregos e diretorias de colégios, bons salários para todos os parentes não me parece que está convidando parceiros para construir uma nova cidade, e sim, cúmplices para destruir um município inteiro. Nem nas ultimas três administrações, Zé Tude, Luciana e Valéria se viu tanta negociação espúria e imoral. Quem andou com a bandeira e o boton no peito ficou de fora, mas pergunte se os eleitores dos sete vereadores eleitos pelos grupos rivais estão descontentes?

Insisto, prefeito que realmente quer trabalhar não precisa negociar apoio de vereador, basta o povo a seu favor, se irá votar um projeto bom para o município, convoque o povo para ir até a Câmara fiscalizar se seu representante votará a favor da coletividade ou contra, só porque não é do lado do prefeito. Não venham falar em governabilidade, porque ate quem erra não esta pagando, porque teria medo de ser afastado quem deseja fazer certo?

Deixo dois exemplos esdrúxulos da história recente para qualquer reflexão: Manin por ocasião do inicio do governo da sua filha negociou com apenas dois vereadores, e porque estes já estavam alinhados na campanha com seu grupo nos bastidores; Cristino negociou com oito e só não pegou todos porque o município está saturado e não tem mais o que oferecer. Luciana não teve maioria na Câmara, mas mesmo sem popularidade, quando queria aprovar algum projeto do seu interesse, lotava a sessão e pressionava os vereadores a votar como queria.

Subjugar a Câmara sob os delírios e ganâncias de poder do executivo é colocar o povo de joelhos, vendado e surdo. Quem promove isso, seja vereador ou prefeito, nunca pensou verdadeiramente coisa boa.

Que venha o ano novo, já que a velha política em nada mudou...

Marcio Maranhão
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