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segunda-feira, agosto 08, 2016

Nas eleições de Araioses, internet será estratégica fundamental para avaliação e tomada de decisão do eleitor

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É surpreendente ver, que com ascensão da telefonia e a internet por dados moveis, presente em quase 90% dos lares araiosenses, praticamente o município inteiro esteja acompanhando o que diz e faz os candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores nas eleições 2016 de Araioses, a exemplo do que acontece em muitos municípios, mesmo os mais pobre do país.

A Internet começou a ser utilizada timidamente na campanha eleitoral de 2008. Uma série de restrições impossibilitavam o uso da rede, certamente impostas pelos próprios parlamentares, receosos de como seria esta experiência. Propaganda só em site “.can.br”.

O tempo passou e o TSE começou ampliar as formas pelas quais a campanha web se desenvolve, na mesma proporção em que reduzia as possibilidades da campanha convencional, influenciado por eleitores e cidadãos cansados da poluição visual e sonora, sem contar o lixo gerado nas campanhas. Proibiu os comícios, depois liberou os comícios, extinguiu os “showmícios”, limitou o tamanho dos adesivos, extinguiu outdoor, limitou os cavaletes, limitou a contratação de cabos eleitorais, diminuiu as medidas das faixas e banners e agora está rígido em relação ao “despejo de santinhos” em locais de votação.

Em contrapartida, as possibilidades para uso da Internet como principal plataforma de campanha só crescem. O que até 2012 era visto como meio de “campanha complementar” em 2014 demonstrou ter sido uma das principais fontes de influência na decisão de voto e de acirrados debates políticos. Pesquisa Datafolha em 2014 demonstrava que 39% dos eleitores pesquisados foram influenciados pela Internet na hora de decidir sobre o candidato a votar. 19% disseram que a internet influenciou muito.

Para 2016 a internet será fundamental e estratégica. A reforma eleitoral de 2015 acabou com a possibilidade das doações por pessoas jurídicas. Além disso, candidatos a vereador e prefeito terão limites máximos de gastos e tudo deverá ser comunicado via internet ao site do TSE. Aperta-se o cerco em relação ao financiamento de campanha. Não bastasse, o tempo de campanha está menor. O que eram três meses fora reduzido para 45 dias, menos ainda, quando tratamos de espaço em rádio e TV,o que em Araioses não faz nenhuma diferença, por serem campanhas mais corpo a corpo.

Já a internet chegou chegando. Em Araioses as redes sociais demonstraram nas eleições de 2012 e 2014 serem eficientes no alcance do seu ainda tímido publico na cidade, que ainda se limitava à sede e público jovem, maioria nas conectada na rede. 

Situação bem diferente se percebe em 2016, por dia interajo com dezenas de pessoas e por vezes centenas das mais variadas idades e regiões. Seja com o jovem, o adulto e até mesmo o idoso, que mesmo espantado com a tecnologia, é igualmente curioso em saber a novidade instantânea trazida pelo celular. Isso nos bairros da cidade, ou na região dos Baixões, Paramirim, Mucambo, nas ilhas Canárias e tantos outros lugares, antes improváveis.

Desta forma, é na internet que encontramos a tábua de salvação, não só para aqueles que têm menos recursos, mas para aqueles que desejam compensar as limitações de propaganda por outros meios. Em um país que é sempre o topo em uso de redes sociais, em horas conectadas e que também se informa por tais redes, desprezar a força da campanha web é dar um tiro no pé. Sem contar que a geração Y (até 29 anos) e Z (até 19 anos) votam, e são altamente influenciadas pelas questões trabalhadas na web.

A campanha web já começou. Poucos sabem, mas pelas regras de 2016, não configura propaganda antecipada a menção à pretensa candidatura na internet (pré-candidatura), bem como a participação em debates e entrevistas na web ou mesmo a divulgação de posicionamentos sobre questões políticas nas redes sociais. Não existe ativo e engajamento digital em 45 dias e o uso estratégico da Internet deve ser planejado e executado imediatamente. Qual o seu ativo digital neste momento? Seus militantes? Como está sua reputação quando se digita seu nome no Google? O candidato precisa pensar nisso!

A propaganda na internet continua liberada por meio de sites do partido ou candidato, mensagens eletrônicas, incluindo WhatsApp, blogs, redes sociais e sítios de mensagens instantâneas. Lembrando que na Internet não se admite propaganda paga ou pagamento para impulsionar curtida, abrangência das postagens ou seguidores (nada impedindo o patrocínio antes do período eleitoral). Toda a mensagem deverá dispor de mecanismo que permita o eleitor se descadastrar e não mais receber. Espera-se que a frente “mobile” seja explorada em 2016 e que o eleitor seja alcançado em seu celular ou smartphone.

Por fim, não se tem dúvidas que a web é marcada em época eleitoral por táticas de guerrilhas e milícias ou mesmo por opositores que mal intencionados, contratam pessoas para criarem perfis falsos, os famosos “fakes” para espalharem boatos nas redes sociais. Essa conduta passa a ser criminosa. Considerando que o eleitor não tem muitos critérios para apurar a veracidade, caberá ao candidato esclarecer boatos em sua central e apurar a autoria de fakes e perfis falsos e ofensivos. Lembrando nesta eleição estamos na vigência do Marco Civil da Internet. Igualmente, os candidatos deverão estar atentos ao prazo para exercício do direito de resposta que segundo a Lei, para a Internet, será de 72 horas após a remoção do conteúdo.

Marcio Maranhão
Com informações do site IDGNOW
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