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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Na semana Nacional do Meio Ambiente, prefeita Valéria desativa Lixão de Araioses

Um novo lixão será construído; maior e menos agressivo ao meio ambiente, será cercado e contará com servidores que controlarão o despejo do lixo e sua distribuição no local.



O que era uma vergonha a décadas aos araiosenses e negligenciado por vários prefeitos anteriores, o lixão de Araioses, será finalmente desativado e construído um novo, atendendo um pedido frequente dos araiosenses, que a muitos anos reclamavam da saturação do atual lixão, sua proximidade de córregos e fontes de igarapés importantes da região. E a existência despreocupada de abatedores que fornecem carne ao município. Além da falta de manejo dos detritos e a convivência de animais infectos com os moradores das proximidades. 

Por meio de sua assessoria, a Prefeita Valeria do Manin, disse à nossa redação, que a construção do novo lixão é apenas uma etapa de um conjunto de medidas que serão tomadas em prol do meio ambiente, dentro da política de redução de resíduos sólidos que o município adotará. E que embora, a ação atual não seja ainda a ideal para resolver o problema do lixo do município, foi dado pela primeira vez um passo na direção de se mudar esse vergonhoso capitulo da nossa história.

“Nossa administração tem construído uma nova Araioses, onde o comercio está melhor e as pessoas consomem mais, tudo isso são sinais de que o município está crescendo e se desenvolvendo. Com os novos empregos no setor público e no comercio local, a economia se aquece e se consome mais produtos e serviços, consequentemente gera-se mais lixo, e nossa resposta vem atrelada a uma outra preocupação do meu governo, que é cuidar e entregar um meio ambiente melhor para as futuras gerações”, declarou a prefeita Valeria do Manin.

A Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública – ABLP, para contribuir na busca de soluções, desenvolveu um projeto técnico que atende a meta da Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRS de acabar com os lixões. No Maranhão, o projeto prevê a implantação de 16 aterros sanitários de grande porte e 6 aterros sanitários de pequeno porte, totalizando 22 aterros, a um custo de aproximadamente R$ 107.310 milhões. “A erradicação dos “lixões” é um assunto de extrema relevância para o país para elevarmos o nível do Brasil no cenário internacional em relação à destinação final de resíduos de forma ambientalmente correta”, diz Tadayuki Yoshimura, presidente da ABLP. 

Em Araioses, o assunto já foi discutido amplamente, chegando-se a conclusão que a única solução possível para o município se adequar, seria a criação de um consorcio entre todas as cidades vizinhas, para construírem juntas um único aterro que atenderia a todos, com recursos do BNDS, considerando que a construção, mesmo que de um aterro de pequeno porte, pelo seu alto custo, seria impossível pela grande maioria dos municípios do Brasil. Infelizmente a prefeita anterior, Luciana Trinta, não deu prosseguimento ao diálogo, e o que seria uma grande benfeitoria aos araiosenses não avançou. 

“Infelizmente muitos municípios brasileiros passam por dificuldade e não conseguem cumprir as metas estabelecidas por legislações que dizem o que fazer, mas não apresentam soluções financeiras que viabilizem suas execuções, é o caso da Lei 12.305, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que tem como principal meta a erradicação de todos os lixões (depósitos de lixo a céu aberto que não dispõem de sistemas de proteção ambiental adequados) do país e que sejam substituídos por aterros sanitários, instalações ambientalmente adequadas para o manejo e depósito de rejeitos. No Maranhão, com exceção da capital São Luís, que recentemente se adequou, nenhum outro município conseguiu construir seus aterros, que custam milhões, e temos que priorizar demandas básicas e constantes como em saúde e educação”, afirmou Marco Daniel, secretário de Administração.

Segundo a Prefeitura Municipal de Araioses, a prefeita Valeria do Manin, tem se empenhado pessoalmente para retomar toda e qualquer negociação que um dia possa viabilizar o desejo do governo e de todos os araiosenses: A construção de um aterro sanitário, que dê a destinação correta ao lixo sem danos ao meio ambiente. 

Área sendo preparada para receber o novo lixão




O novo lixão terá as dimensões 500 x 400 metros, já com a possibilidade de ampliação caso seja necessário. Logo após a completa instalação, o município motivará, junto aos carroceiros e catadores, a criação de uma cooperativa de reciclagem nas proximidades, com o intuito de separarem o lixo e venderem, gerando renda e dignidade a partir dos resíduos.

Outra medida que Valeria tomará nos próximos meses será a total recuperação da área do antigo lixão, aterrando o lixo remanescente e plantando árvores nativas em toda a sua extensão.


Terreno é bem maior que o anterior e não possui nascentes ou córregos nas suas proximidades





Marcio Maranhão
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