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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Araioses e Santa Quitéria: A banalização das pesquisas de opinião



Por Marcio Maranhão

Com o crescimento galopante da internet como principal instrumento de informação e formação de opinião do cidadão. E seu acesso, cada dia mais facilitado por meio de computadores, celulares e tabletes. A interação eleitor e candidato ficou sem limites, com a instantaneidade do novo veículo de comunicação de massa, mais democrático e cada dia mais acessível aos menos abastados.

Engana-se quem considera, que atualmente, o morador do mais remoto povoado do município esteja menos informado que aquele que reside na sede. Seja o cidadão dos Baixões ou das Ilhas Canarias, conhece e discute tudo o que acontece no campo político de Araioses.

Sabendo disso, nesta eleição, mais do que em qualquer outra da história dos municípios analisados, se fez e se fará tanta pesquisa eleitoral, com intuito de convencer o eleitor que se está na frente da corrida à prefeitura. E por tanto, influenciar na decisão daquele que tende a apoiar e votar em quem tem mais chance de ganhar, mesmo em detrimento, de outros valores que deviam nortear o voto. 

Até ai parece tudo bem, mas, até que ponto estas pesquisas são sérias e refletem de fato a vontade do eleitor. Salvo a flexibilidade no tempo da própria opinião do eleitor, o que se percebe, não se sabe da parte de quem há má fé, as pesquisas recentes em Araioses e na vizinha Santa Quitéria, coincidentemente os resultados sempre demonstram vantagem para o contratante.

A impressão que tenho; é que se eu, Marcio Maranhão, mesmo não sendo candidato a nada, se contratasse uma pesquisa eleitoral. O resultado revelaria, que eu seria eleito com larga vantagem em primeiro turno. Repito, mesmo não sendo candidato a nada. Como se estivesse implícito que o resultado que eu desejo, obrigatoriamente deveria aparecer na aferição dos institutos.

E o que deveria esclarecer o eleitor, torna-se fonte de confusão generalizada. Com o objetivo de nos iludir, os contratantes dessas pesquisas estão sendo enganados ou estão se engando. 

O fato é que as pesquisa públicas se multiplicaram, os institutos e empresas afins se transformaram em caça níquel, desqualificando o ofício da pesquisa e desmoralizando seus autores.

A verdade? Somente quando vier a tona no dia 2 de outubro, o segredo e o silêncio das urnas.


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