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segunda-feira, maio 16, 2016

A MUDANÇA

Por Thizé Machado 

Sempre votei em Lula e votei duas vezes na Dilma. Ocorre que, o Lula colocou o país nos trilhos e não bateu nas portas do FMI para que nosso país não sofresse arrocho salarial e aumentasse mais ainda o desemprego, como aconteceu no governo do Figueiredo, capitaneado pelo então Ministro do Planejamento, Delfim Neto ou pela inflação galopante do governo Sarney. Pelo contrário, o Lula pagou os quinze bilhões de dólares que Fernando Henrique Cardoso havia pedido ao FMI e não aceitou os outros quinze bilhões de dólares que tínhamos direito. 

O Brasil passou a viver meio parecido como vivia o Paraguai antes da guerra que levou o nome daquele país, e que a Inglaterra foi a bandidagem vestida de boazinha, fazendo o desfecho final para o entrave da guerra, formando a tríplice aliança que no final arrasou economicamente aquele país.

Lula, então, entregou o trem nos trilhos e deu para a Dilma ser a maquinista, mas o trem descarrilhou e a carga caiu. Assim, ela continuou a viagem sem saber que tinha um abismo chamado Congresso Nacional que era a alfândega e a carga, sem nota fiscal, foi confiscada.

É desse modo que é a Democracia, oriunda da Grécia antiga. A diferença é que naquele país, o povo tinha participação direta nas votações, ao passo que, hoje, no Brasil a Presidente foi afastada por aqueles que receberam os nossos votos e de um modo indireto nos representaram, pois em nossa democracia só fazemos menções de nossos direitos através da iniciativa popular, o referendo e o plebiscito. Infelizmente é verdade.

Agora assume Temer. Um professor de Direito Constitucional, que tem a maioria no Congresso Nacional e que não pode errar, a menos que aceite só os pedidos dos babões aliados e o país desmorone, fujindo o caminho do equilíbrio orçamentário, aumentando a desconfiança dos investidores, com o medo do rombo do déficit público e a balança comercial seja sangria do desequilíbrio, fazendo com que não tenha se sequer um superávit primário adequado para pagar os juros da dívida, que hoje tem um rombo de quatro trilhões de dólares. Meu Deus!

Assim como o povo foi iludido pelo governo populista do Getúlio Vargas, esperamos que essa elite que se apoderou da nossa Nação, não se esqueça que é pelo voto popular que se chega ao poder.

Não tenho paixão por partidos de esquerda ou de direita e nem apreço a nenhum próximo candidato, só quero que essa nova equipe trilhe uma meta para nos tirar do abismo que o Brasil se encontra.

Que Deus tenha pena de nós e abençoe Henrique Meireles para fazer o Brasil crescer.

O autor (Professor Antônio José Machado Furtado), é popularmente conhecido por Thizé Machado, natural de Araioses – MA, atualmente leciona Física e Direito na escola Cursos Wellington.
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