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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Quem é mais corrupto, o político ou o eleitor?

A política está a cada dia mais suja e recheada de bandidos travestidos de homens de bem, que chegam ao poder através da compra de votos, financiada com dinheiro do próprio eleitor, que se vende achando que é a pessoa mais esperta do mundo. Mal sabe este eleitor, que o dinheiro que hoje recebe do candidato, será o que irá faltar nas escolas, no saneamento básico, na pavimentação do bairro e entre tantas outras áreas carentes de recursos, nos hospitais, onde este mesmo eleitor, poderá um dia precisar ser atendido e será rejeitado na porta, independente da gravidade do caso, ou então, se não ele, sua esposa grávida que também será rejeitada e poderá ver seu filho morrer na porta do hospital sem que ninguém lhe dê assistência médica, como aconteceu com as mães do estado do Pará.

A maior incidência da negociata espúria que envolve o candidato e o eleitor começa nos municípios, onde os candidatos a prefeitos e vereadores, travam uma batalha descarada pelo voto do corrupto eleitor, que muitas vezes trata-se de um ingênuo cidadão de bem, que ainda acha que o fato de vender o voto não é crime, e sim um benefício ofertado pelo candidato.

Vamos fazer uma comparação

Digamos que alguém roube a residência do seu vizinho, você sabe quem foi e o que ele roubou, você não tem coragem de denunciá-lo, mas teve para comprar um dos produtos roubados por menos da metade do seu valor de mercado.

Sua atitude foi criminosa?

Agora! Digamos que para votar em determinado candidato, você tenha recebido 10, 100 Reais ou 10 sacos de cimento, não importa o valor ou a mercadoria, você sabe que esse dinheiro é fruto de corrupção; compra de voto é crime, mesmo assim você se submete.

E aí! Qual é a diferença entre as duas situações?

Na verdade, quem faz do político um adepto a corrupção é o próprio eleitor, pois só se compra alguma coisa se alguém tiver para vender. E o eleitor que se vende, demonstra que não tem amor próprio e muito menos pelo próximo.

Acho que eleitores deste tipo deveriam andar com etiquetas de preços pregadas nas costas, pois já se transformaram em mercadorias ambulantes, que são colocadas à venda de tempos em tempos, pessoas sem dignidade que se dizem honestas, mas que não resistem às esmolas de político.

Apesar dessa triste realidade, que mesmo ilegal muitos acham normal, deixo minha humilde sugestão ao eleitor consciente e ao corrupto.

Não importa se quem está do seu lado vive a se corromper, você não precisa ser igual, saiba que mesmo que os outros não reconheçam, suas noites de sono serão tranquilas, pois em momento algum, sua consciência irá pesar por você ter contribuído com o sofrimento de milhares de pessoas, que dependem dos recursos desviados e que muitos receberam para votar em quem engana, rouba, manda matar e ainda posa de honesto e de homem de bem.

E a você corrupto eleitor, ainda a tempo de se arrepender e dormir com a consciência limpa, pois:

A CORRUPÇÃO MATA, E O PRÓXIMO PODE SER VOCÊ



Professor Arnaldo Machado
Com adaptações do Blog Marcio Maranhão

Um comentário:

  1. Quem é mais corrupto o político ou o povo?
    Quando se fala que o povo não sabe votar, não se trata em usar a urna eletrônica, mas sim de quem vemos na foto que aparece nela após digitarmos os números... 
    As pessoas vendem seus votos em troca de favores pessoais mínimos e insignificantes perante tudo aquilo que é dever do governo realizar após eleito. Iludidas, acreditam que foram bem pagas. Mas e depois, quem vai pagar a construção da escola e de estradas, o hospital, a manutenção da creche, o salário dos policiais, dos professores, dos médicos...? Tanto se fala em corrupção dos políticos, no entanto, vender o voto é uma atitude honesta? Nesse cenário, quem é mais corrupto: o candidato que compra votos ou o eleitor que o vende?

    Voto consciente e voto honesto não têm preço. Sem a intenção de generalizar, geralmente, em época de campanha política á assim: de um lado vemos a esperteza e a destreza dos marketeiros e publicitários partidários, associadas à "lábia" dos candidatos, que são verdadeiras armas na guerra da propaganda eleitoral em busca de votos, enquanto, no outro extremo, temos a ignorância e o desinteresse do eleitor. É lamentável e revoltante escutar pessoas declararem que não se importam com a política. Fazem pouco caso de um importante ato de cidadania respaldado pela nossa Constituição: o de escolher os nossos representantes. Diz o ditado que "o destino de quem não gosta de política é ser governado por quem gosta", porém, será que todos aqueles que gostam de política são preparados para governar? Se fosse assim, penso que não teríamos tantos candidatos barrados pela "ficha limpa". Todavia, nem sempre as opções que temos são as melhores possíveis. Talvez o candidato que escolhermos não será capaz de resolver todos os problemas sociais. Mas se conseguirmos colocar entre os nossos representantes pessoas honestas e trabalhadoras, certamente vamos ter progresso. Um progresso não apenas no sentido de solucionar os tais problemas sociais, mas sim no que se refere a alcançarmos um engrandecimento daquilo que chamamos de Cidadania. 

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