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sexta-feira, abril 22, 2016

O QUE MERECEM OS PORCOS DA NOSSA POLÍTICA? ABSOLVIÇÃO?

Por Emerson Marinho

Uma típica frase jurídica já é corriqueira nos colóquios populares: todos são inocentes até que se prove o contrário. Uma corruptela do texto da Constituição Brasileira de 1988 em seu artigo 5.°, inciso LVII que diz: "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". Mas o que fazer se há provas contra o... acusado?

Temos assistido, nas últimas semanas, cenas vergonhosas em nossa política nacional. Fraudes, desvios de verbas públicas, assaltos ao erário público, e tantas outras práticas abjetas que revelam: a podridão, a lama putrefata que se tornou a política partidária de nosso país nas últimas décadas, e os porcos que chafurdam na lama terem seus nomes revelados nas mais distintas mídias, nos enojando por sermos nós mesmos os responsáveis por eleger essa corja de bandidos de “colarinho branco” (expressão tão usada há poucas décadas e hoje quase levada ao ostracismo).

Surpreendi-me hoje com a seguinte manchete de um site de cunho direitista (entenda-se governista): PSOL pede ajuda da população para evitar engavetamento da cassação de Cunha.

Compreendo, quiçá toda a população, que toda falta é digna de punição, senão reparação pelos danos praticados, ou no mínimo uma retratação pública com direito a pedido de desculpas (dependendo da gravidade do “erro”, é claro). Aprendemos tudo isso desde criança, ao fazermos nossas “traquinagens” e reforçamos ao nos tornar adultos, aprendemos desta forma, a respeitar os limites e os direitos alheios.

É incompreensível ver cidadãos escolhidos para nos representar, “dignos representantes da lei” praticar inversões de valores, desrespeitarem os direitos criados por eles mesmos e com obrigação de fiscalizar e cobrar o seu cumprimento. Se há um crime, se houve apropriação indébita de recursos públicos, o mínimo a se fazer é investigar, e em caso comprobatório de crime e a sentença penal condenatória transite em julgado, se empregue o rigor da lei. Lembremos, não são denúncias vazias, provas já foram levantadas e de forma inconteste os crimes foram comprovados. Qual a justificativa para engavetar o processo de cassação? Se fosse um pai de família que praticasse um crime “menor” teria a mesma complacência ou condescendência das autoridades competentes? A resposta é taxativa, não.

Se todos são “iguais perante a lei” (segundo a Constituição em seu parágrafo 5º) por que esses “cidadãos” são mais iguais que outros? Pelo contrário, eles devem ser os primeiros a dar o exemplo. E não falo só dos bandidos que tiveram os seus crimes revelados e estampados publicamente na mídia, envergonhando a todos nós, mas principalmente, daqueles obrigados a respeitar a Constituição e fazê-la ser cumprida para além de coleguismos e corporativismos. Quando esses parlamentares não agem da maneira devida, deduz-se terem esses, rabos presos com aqueles, nivelando a nossa política por baixo, pela lama, nos envilecendo ao ver os porcos se revirar pela lama em nossas caras. Assistirmos a tudo isso de forma estática e pacífica, como se fosse a única coisa sensata a fazer. 

Povo brasileiro, se um porco entra em nossos humildes lares, a primeira coisa a fazer é expulsá-lo de forma sumária e levá-lo para o seu verdadeiro habitat, o chiqueiro. Façamos o mesmo com os porcos da nossa política, afinal somos nós que “tangemos” esses seres imundos, desprezíveis para dentro da nossa política. Façamos juízo de valores e levemos estes vis cidadãos para o único lugar por eles merecido e que a eles lhe cabem, ao cárcere privado, ou no mínimo ao ostracismo, ao exílio das funções políticas de forma definitiva.
Jamais esqueçamos o que já dizia o texto latim: Lex enim omnis, “a Lei é para todos”. E ela deve ser cumprida com todo rigor exigido, doa em quem doer.


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