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domingo, setembro 14, 2014

Marina ataca opositores e diz sofrer injustiças


FOTO: KLÉBER A. GONÇALVES 
A candidata à presidência da República pelo PSB, Marina Silva, esteve ontem em Fortaleza, juntamente com o postulante a vice, Beto Albuquerque, para participar de comício e encontro com representantes da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec). Ainda no fim da noite, Marina inaugurou o comitê suprapartidário em apoio à sua candidatura no Ceará. Hoje, a presidenciável cumpre agenda em Sobral.

As atividades da ex-senadora no Ceará iniciaram na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza. O evento estava marcado começar às 17 horas, mas Marina só chegou ao local uma hora depois, às 18 horas, permanecendo por uma hora e meia no local.


FOTO: KLÉBER A. GONÇALVES 
No discurso feito, Marina Silva criticou as ofensas que estaria sofrendo nas redes sociais pelas candidaturas adversárias. Ela chegou a dizer que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está cometendo "as mesmas injustiças" feitas contra ele no passado, ressaltando que ela o defendeu muitas vezes. "Eles repetem as mesmas injustiças contra mim, com o mesmo punhal enferrujado enfiam em mim", declarou.

Citando algumas passagens bíblicas, a postulante afirmou que o Governo Federal está utilizando a máquina pública para atacar sua candidatura como "um batalhão de Golias contra Davi". A candidata pediu aos militantes presentes, principalmente aos jovens, para que façam o que chamou de "defesa da verdade" nas redes sociais.

Filha de cearenses, Marina Silva utilizou o discurso do sofrimento e da pobreza, quando morava no Acre, e se emocionou ao falar da fome que passou quando criança. Praticamente durante todo o discurso, a candidata foi interrompida por manifestantes do movimento LGBT, que chegaram na praça à tarde e ensaiaram palavras contra Marina e gritos de ordem em apoio a Dilma Rousseff.

Petrobras

Segundo Marina Silva, nem Aécio Neves (PSDB) nem a presidente Dilma têm planos de Governo. Ela voltou a afirmar que, caso eleita, a Petrobras será dirigida por técnicos com competência e boa gestão pública, e não por indicação política. "A Petrobras se tornou sinônimo de corrupção, e ela (Dilma) vai deixar tudo do mesmo jeito", criticou, em referência às denúncias de corrupção da estatal.

Marina insinuou que a campanha de Dilma é feita por grandes estruturas e pelo uso de marqueteiros, além do grande espaço televisivo por conta dos apoios de partidos políticos. Ela prometeu instituir o passe livre para estudantes, ajudar os estados no combate à violência, demarcar terras indígenas e aumentar os repasses para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O candidato a vice-presidente pelo PSB, Beto Albuquerque, declarou que Dilma Rousseff e Aécio Neves não têm compromisso com o povo do Brasil, pois não apresentaram programas de Governo. Ele criticou a demora na entrega de obras importantes para o Nordeste, como a Transnordestina e a Transposição das Águas do Rio São Francisco.

"A Dilma não está aí só há três anos, ela está há 12 anos. Onde está a Transnordestina? Onde está a Transposição do São Francisco?", questionou o postulante, reclamando de "calúnias" contra a chapa do PSB que disputa a Presidência da República.

Candidata quer atrair votos de Dilma

Antes de subir ao palanque montado na Praça do Ferreira para a realização do comício, a candidata a presidência da República Marina Silva (PSB) detalhou como sua campanha tentará reverter o favoritismo que a presidente Dilma Rousseff (PT) possui no Ceará e na maioria dos demais estados do Nordeste, segundo as últimas pesquisas de intenção de voto.

De acordo com Marina Silva, a estratégia adotada atrair o eleitorado da petista será manter o debate sobre seu programa sem entrar no embate com os demais candidatos. "Enquanto os nossos adversários não apresentaram programa e estão espalhando boatos, mentiras, calúnias, nós vamos continuar fazendo o debate e não o embate. Nós queremos que o Brasil continue com essa caminhada da mudança, da transformação e da renovação da política", frisou.

A presidenciável do PSB destacou ainda que, para reverter esse cenário, vai focar o debate principalmente nas áreas da educação, segurança pública e saúde. "É continuar fazendo o debate do nosso programa de Governo, mostrando o que nós vamos fazer para a educação, com a educação em tempo integral, que melhora a qualidade do ensino, como melhorou em Pernambuco", defendeu Marina.

"Vamos continuar debatendo o passe livre para os estudantes, a segurança pública que aumentou em vários estados do Nordeste, inclusive aqui no Ceará. Vamos continuar investindo para que a saúde tenha os 10% da arrecadação bruta", complementou Marina Silva.

LGBT

A presidenciável acusou os adversários de não aprofundar os programas e assegurou que o projeto dela para o movimento LGBT é mais qualificado do que o defendido por Aécio Neves e Dilma Rousseff.

"O nosso programa é o que tem as melhores propostas para o movimento LGBT. Façam vocês que são jornalistas um quadro comparativo com as propostas do Aécio, da Dilma (...) Nós vamos continuar com a verdade e a verdade é que o Aécio não apresentou nenhuma proposta, a Dilma não apresentou e disse que não vai apresentar", alegou.

A candidata do PSB também prometeu que vai, já no primeiro mês como presidente da República, enviar ao Congresso Nacional uma proposta para garantir a reforma tributária voltada para os princípios da simplificação dos impostos, da justiça fiscal e da transparência. "Boa parte do tempo e dos investimentos em pessoal é utilizado para poder vencer a burocracia dos impostos", pontuou Marina Silva.

A candidata também voltou a garantir que irá manter alguns dos projetos criados durante o governo do PT. "Nós vamos manter o Bolsa Família, nós vamos manter o Minha Casa Minha Vida, nós vamos manter o Mais Médicos", acrescentou.

Fonte: Diário do Nordeste
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